CS2 é, sem dúvida, uma evolução do CS:GO, mas para quem joga há anos e busca melhorar constantemente, ele é um misto de empolgação e frustração. A mudança para a engine Source 2 trouxe gráficos mais limpos, sons realistas e uma sensação de tiro mais impactante, mas também alterou a física e o “feeling” do jogo. A movimentação está mais solta e fluida, porém com uma inércia diferente, o que exige reaprender timing, strafes e controle de spray. O recoil parece mais imprevisível, e aquele domínio automático que tínhamos no GO agora precisa ser reconstruído. As smokes dinâmicas são um dos maiores acertos: reagem a tiros, granadas e ao ambiente, criando novas estratégias e exigindo leitura de jogo mais refinada. Porém, o sistema de subtick ainda gera inconsistências no registro de tiros, algo que desanima quando se perde um duelo que parecia ganho. A iluminação e o design dos mapas estão mais realistas, mas também alteram a forma como se enxerga o inimigo — às vezes o brilho e o contraste atrapalham mais do que ajudam. Jogando CS2, a sensação é de estar reaprendendo tudo o que já sabia, e isso é bom e ruim ao mesmo tempo. O jogo te tira da zona de conforto, faz você pensar, testar e errar de novo. Se o CS:GO era sobre precisão e disciplina, o CS2 é sobre adaptação e leitura. Ainda não é perfeito, mas tem alma, e cada atualização mostra que ele está evoluindo. Para quem não joga profissionalmente, mas quer entender o jogo em profundidade, o CS2 é uma nova escola — mais exigente, mais viva e mais imprevisível, mas com potencial para se tornar o melhor Counter-Strike de todos.
Assim como os anteriores, plataforma é um jogo visualmente impressionante e com um sistema de construção extremamente livre. A liberdade criativa é, sem dúvida, o ponto mais forte aqui. É possível criar ambientes belíssimos, parques enormes e paisagens de tirar o fôlego. Nesse aspecto, o jogo entrega uma experiência fantástica, talvez a mais completa da franquia até agora. Mas, infelizmente, é praticamente só isso. O foco em construção parece ter engolido o coração do que fazia a série especial: o gerenciamento e a sensação de estar cuidando de um parque de dinossauros. O sistema de filhotes, por exemplo, é uma adição interessante — alguns dinossauros foram muito bem trabalhados, com detalhes e comportamentos únicos, enquanto outros parecem feitos às pressas, com animações recicladas e sem diferenças visuais marcantes, especialmente entre machos e fêmeas. O sistema de segurança é quase imperceptível e o de manutenção até traz algo novo, mas não chega a oferecer profundidade real. No geral, o gerenciamento parece continuar em segundo plano, algo que já vinha acontecendo desde o segundo jogo. No Evolution 2, o problema não era exatamente a falta de conteúdo, mas sim o direcionamento: o jogo trocou a profundidade por conveniência. Agora, no terceiro, essa troca fica ainda mais evidente. Elementos que poderiam trazer mais vida ao parque — como visitantes com opiniões próprias, sistemas de defesa complexos e dinossauros com personalidades únicas — continuam ausentes ou superficiais. No fim das contas, plataforma é um ótimo jogo de construção, mas um fraco jogo de gerenciamento. A série parece ter esquecido o que a tornou especial lá atrás, em Jurassic Park: Operation Genesis: o equilíbrio entre beleza, desafio e realismo. Hoje, temos parques mais bonitos, mas dinossauros cada vez mais genéricos e um gerenciamento que mal existe. É divertido, mas falta alma. Falta aquele sentimento de estar realmente cuidando de criaturas vivas e imprevisíveis — algo que o primeiro jogo da franquia e até mesmo o clássico JPOG conseguiam transmitir tão bem.